terça-feira, 21 de abril de 2009

Mano ironiza: "Pode marcar mais duro, o Ronaldo aguenta !!!


O técnico Mano Menezes não gosta de ouvir que as defesas adversárias realizam uma marcação mais sutil sobre Ronaldo. Nesta terça-feira, o treinador corintiano aproveitou para ironizar tal situação e até mesmo lançou um desafio. Ele quer ver os adversários intensificando a pressão contra o Fenômeno.


"É quase uma ofensa dizer que não estão marcando o Ronaldo de forma dura", cortou Mano, quando o assunto foi sugerido durante a entrevista. "Dizer isso é desrespeitar o Ronaldo e os jogadores adversários. Mas se a pegada estiver fraca, pode até marcar mais duro. Não tem problema, a gente aguenta", provocou.
Autor do último gol na vitória por 2 a 0 contra o São Paulo neste domingo, classificando o Corinthians para a final do Campeonato Paulista, Ronaldo voltou a receber longos elogios de Mano Menezes. Tudo graças aos seis gols que o Fenômeno marcou em nove jogos pelo Timão, superando facilmente as expectativas de quando foi contratado, após um ano sem jogar e visivelmente fora de forma.
"O Ronaldo vem sendo esse jogador que todos acreditavam que poderia voltar a ser. Ele está melhorando a cada jogo e vem mostrando muito comprometimento com essa evolução. Aquela arrancada de 30 metros que ele deu para marcar o gol no domingo também comprovou que ele não perdeu essa característica", relembrou o treinador, que viu um lampejo do Ronaldo da década de 1990 no Morumbi.
Mano, assim, não deixou de salientar a importância do três vezes melhor do mundo para o elenco alvinegro. "Ele é referência, e jogadores assim resumem a equipe. Quando se coloca alguém como ele em campo, não precisa falar mais nada. É Ronaldo, ponto. Nova linha".
Apesar da reverência que tem pelo Fenômeno, Mano Menezes negou que a escalação corintiana seja feita sob a fórmula Ronaldo + 10. "Temos uma base coletiva forte. Quando isso acontece há os expoentes individuais, que por sua vez vão se alternando. A base tem que dar sustentação inclusive para variar os destaques. Caso contrário, quando um time se foca em dois ou três jogadores, facilita para o adversário", analisou.

Fidel diz que Obama foi "evasivo" sobre embargo !!!


O líder cubano, Fidel Castro, voltou a pedir que os EUA levantem o embargo imposto à ilha há quase cinquenta anos. Logo após o encerramento da 5ª Cúpula das Américas, realizada em Trinidad e Tobago no fim de semana, Fidel publicou mais um de seus artigos comentando o encontro.

No texto, o cubano afirmou que o presidente americano, Barack Obama, é "muito inteligente", mas lamentou o fato de ele ter sido "evasivo" ao responder perguntas sobre o embargo durante a entrevista coletiva que concedeu após a reunião. Além disso, Fidel não fez nenhuma menção aos pedidos do líder americano para que Havana liberte os prisioneiros políticos ou realize uma abertura política no país.
"(Obama) foi áspero e evasivo com relação ao bloqueio", escreveu o cubano. "Desejo recordar um princípio ético elementar relacionado com Cuba: qualquer injustiça, qualquer crime, em qualquer época, não tem desculpa para perdurar; o cruel bloqueio contra o povo cubano custa vidas e sofrimento."
Obama reconheceu que a política de embargo contra a ilha havia fracassado, mas disse que esperava que Cuba libertasse presos políticos em um gesto de boa vontade para avançar no progresso das relações com os EUA. Na véspera da cúpula, Obama levantou algumas restrições impostas à ilha, como a cota de remessas enviadas ao país por cubano-americanos e o limite de viagens realizadas para Cuba.
Fidel, entretanto, não comentou em seu artigo a oferta feita na quinta-feira por seu irmão Raúl, que disse estar disposto a discutir "todos os temas" com os EUA - entre eles, a questão dos direitos humanos e da liberdade de imprensa na ilha. O líder cubano ainda afirmou que Obama reconheceu os programas de assistência implementados pelo governo cubano na região - como o envio de médicos a países da América Latina e do Caribe. No entanto, ele deixou claro que esses projetos fazem parte da "tradição" da Revolução Cubana e não são feitos para "ganhar influência".
Pressão brasileira
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, disse ontem que os EUA têm a oportunidade de abrir um novo capítulo na história em sua relação com a América Latina. Lula ainda afirmou que Obama deve se comprometer a ajudar no desenvolvimento da região.
"Se os EUA quiserem, têm a oportunidade de escrever um novo capítulo nessa história, não de ingerência, mas de associação", disse Lula durante seu programa Café com o Presidente. "Há muitos países do Caribe e da América Central que têm suas economias voltadas aos EUA, e há também mais de 40 milhões de latino-americanos que vivem nos EUA e contribuem muito para o desenvolvimento desses países pequenos." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Parlamento reelege Kim Jong-il na Coreia do Norte !!!


SEUL (Reuters) - A Coreia do Norte reelegeu Kim Jong-il como seu líder militar supremo na primeira sessão do recém-empossado parlamento nesta quinta-feira, marcando seu retorno aos holofotes enquanto o país celebra o que diz ter sido um triunfal lançamento de satélite.


A medida ocorreu no momento em que o Conselho de Segurança da ONU falhou em chegar a um consenso sobre como responder ao lançamento feito no domingo, visto internacionalmente como um teste disfarçado de míssil -- o que levou o senador republicano John McCain a pressionar a China, aliado chave dos norte-coreanos, a endurecer com o fechado e empobrecido vizinho.Kim, 67 anos, tem se ausentado de grandes eventos públicos após ter supostamente sofrido um derrame em agosto, o que levantou questões sobre a continuidade de seu governo linha-dura na única dinastia comunista asiática e sobre se haveria alguém preparado para sucedê-lo."A Primeira Sessão da 12a Assembléia Suprema do Povo da República Democrática e Popular da Coreia elegeu o líder Kim Jong-il presidente da Comissão Nacional de Defesa", disse a agência estatal KCNA, usando o nome oficial do país.A presidência da Comissão Nacional de Defesa representa o cargo de maior poder na Coreia do Norte, que nomeou Kim Il-sung, pai do atual líder, presidente eterno após sua morte, em 1994.Fonte: Reuters
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BRASIL - Protógenes nega à CPI que investigou Dilma !!!


O delegado da Polícia Federal (PF) Protógenes Queiroz negou hoje, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos, que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva, esteve entre as autoridades grampeadas na Operação Satiagraha. Amparado por um habeas-corpus que lhe garantia o direito de ficar calado para não se autoincriminar, Protógenes inicialmente se recusou a responder sobre a investigação de Dilma. Depois, afirmou que a ministra não foi bisbilhotada. O delegado não respondeu ao ser questionado sobre investigação do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, do PT.
Sob a orientação de dois advogados que o acompanharam durante todo o depoimento, Protógenes afirmou que nenhuma interceptação telefônica na Satiagraha foi ilegal. "Todas as interceptações telefônicas foram com autorização judicial e com fiscalização do Ministério Público Federal (MPF). E elas foram, inclusive, alvo de auditoria na Polícia Federal", disse.
Protógenes foi indiciado pela própria PF por violação de sigilo funcional e compartilhamento de dados com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O delegado afirmou estar sendo injustamente acusado e que "segurança jurídica neste País só se tem para a minoria". Em seguida, ele mostrou uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, publicada em 16 de janeiro deste ano, sobre um relatório sigiloso da investigação da PF sobre sua conduta na Satiagraha.

domingo, 29 de março de 2009

sexta-feira, 27 de março de 2009

Ciro diz que Serra vai "triturar" Aécio e prega alternativa !!!


BELO HORIZONTE (Reuters) - O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), possível candidato à sucessão presidencial, voltou à carga contra o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Ele disse nesta quinta-feira que Serra "passará um trator" sobre o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), que disputa com o paulista a indicação do partido para a eleição presidencial de 2010.


Ciro defendeu uma candidatura alternativa ao que chamou de "luta paroquial" entre tucanos e petistas e disse que pode "querer ser" candidato à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


"Estou sentindo que ele (Aécio Neves) vai ser triturado pelo Serra. Tenho 30 anos de experiência e uns 20 de conhecimento de como é que funciona o trator que o Serra usa na política. Não tem limite", disparou, em entrevista.
Ele esteve em Belo Horizonte para visita ao prefeito, Marcio Lacerda (PSB), com quem trabalhou no Ministério da Integração Nacional. Participaria ainda de debate sobre a crise econômica.
Ciro acredita que a aliança em torno do governo Lula não deve se manter nas eleições de 2010 e defende uma opção ao "confronto miúdo" entre petistas e tucanos, os dois partidos que vem disputando a cena política.
"A coalizão que sustenta o presidente Lula é tão heterogênea que não há a menor chance, por mais que a gente queira, dessa coalizão se reproduzir para o processo eleitoral", ressaltou.
"Talvez haja a necessidade de outra candidatura, se houver um confronto miúdo, de uma disputa qualificada apenas pelo choque de poder entre PT e PSDB. Não precisa ser eu o candidato, mas, se alguém não expressar essas ideias, eu vou querer ser candidato", acrescentou.
Ele também disparou contra o PMDB. "Se o PT está aceitando, aparentemente de bom gosto, a hegemonia intelectual e moral dessa fração do PMDB que dita as regras, tem muita gente como eu que está profundamente incomodado", disse. "Mas, como nós temos o dever de solidariedade com o presidente Lula, pelo bem que ele está fazendo ao país, a gente vai topando, vai engolindo", completou.
(Reportagem de Marcelo Portela)

terça-feira, 24 de março de 2009

Lula aceita barreira argentina !!!


Se dependesse dos governos da vizinhança, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia ser dirigente perpétuo do Brasil. Eles sabem que, seja quem for seu sucessor, certamente não haverá outro tão disposto a submeter a maior economia da região aos interesses de autoridades e empresários dos países hermanos. Essa disposição para a generosidade se manifestou, de novo, na semana passada, durante a visita da presidente argentina, Cristina Kirchner, à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).


Pouco antes da visita, jornais de Buenos Aires publicaram extenso material sobre as tensões comerciais entre os dois países, aumentadas a partir do segundo semestre do ano passado, quando o governo argentino impôs novas barreiras a produtos da indústria brasileira. Se havia alguma tensão, não foi notada nas declarações dos dois presidentes. O brasileiro chegou quase a defender a política argentina de comércio exterior. As medidas tomadas em Buenos Aires, segundo o presidente Lula, são "normais". Podem ser normais para o padrão argentino de comércio exterior, caracterizado, há muitos anos, pelo desinteresse em criar de fato, e não só no discurso diplomático, um mercado livre para os produtores dos quatro países sócios do Mercosul. Esse desinteresse se manifesta não só nas frequentes medidas protecionistas contra o Brasil, mas também na permanente insatisfação com o funcionamento do acordo bilateral para o comércio de veículos e componentes. O que foi combinado inicialmente é que esse acordo seria provisório e substituído num prazo não muito longo por um regime de comércio livre. Mas o acordo não foi abandonado e não há perspectiva de liberalização do intercâmbio entre montadoras e fabricantes de peças. Agora o governo argentino pretende uma nova mudança - desta vez sobre o sistema de ingresso de autopeças na Argentina - e a discussão deve começar nesta semana. Além de aceitar como normais as medidas protecionistas, o presidente Lula engoliu sem reagir a qualificação da política brasileira de câmbio como protecionista. Esta é uma das mais interessantes gracinhas inventadas por autoridades argentinas. Segundo a presidente Cristina Kirchner, há protecionismo dos dois lados e, do lado brasileiro, sua manifestação é a desvalorização do real. Em outras palavras: o governo brasileiro, segundo ela, manipulou o câmbio e provocou a depreciação do real para dar competitividade aos produtores nacionais. Não se trata - no caso dessa afirmação - de simples desinformação, mas de evidente má-fé. Desde o agravamento da crise internacional, a moeda brasileira desvalorizou-se pela ação do mercado e o Banco Central (BC) só interveio para conter, não para causar a depreciação do real. O presidente pode até aceitar muita coisa em silêncio, em nome de sua concepção da boa vizinhança e dos interesses diplomáticos do País, mas não pode sancionar com sua passividade uma acusação desse tipo. Se se tratasse de ignorância, ele poderia gentilmente, com sua resposta, fornecer uma informação preciosa à visitante. Como se trata de má-fé, uma contestação, com a máxima polidez, teria posto a questão nos termos devidos. Ser tolerante com o protecionismo de um parceiro comercial é muito diferente de aceitar uma acusação absurda contra o País. Ao fazê-lo, a autoridade brasileira deixa de ser compreensiva e cooperadora e assume a posição de intolerável inferioridade. Para o presidente Lula, a melhor solução para os problemas de comércio entre os dois países deve ser a negociada entre os empresários. Seu comentário poderia parecer razoável se os problemas pudessem ser resolvidos, de fato, em negociações do setor privado. Mas não é isso que acontece, normalmente. Hoje, quando o empresariado brasileiro negocia diretamente, não conta com o apoio do governo, a não ser para estimulá-lo a fazer concessões. Do outro lado, os empresários são apoiados pelo governo e iniciam as negociações a partir de uma posição de força: se os interlocutores não cederem, o governo argentino fará valer as barreiras protecionistas. Como, nesse caso, o governo brasileiro apoiará as pretensões argentinas, os empresários brasileiros preferem ceder alguma coisa para não perder tudo. Cooperação, para o presidente Lula, é isso.