segunda-feira, 20 de outubro de 2008

BRASIL - Meirelles: compromisso do BC é com o regime de metas de inflação.


SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, deixou claro nesta segunda-feira que o principal compromisso do BC continua sendo com o regime de metas de inflação.A uma semana da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decide a meta da taxa básica de juro, Meirelles afirmou que é importante que a sociedade brasileira tenha clareza sobre qual é o compromisso do BC."Engana-se quem vê nas medidas adotadas pelo Banco Central uma mudança na sua estratégia de atuação. Temos um compromisso é com o regime de metas de inflação. É importante que isso esteja bem claro para a sociedade", disse Meirelles, durante evento em São Paulo.(Reportagem de Aluísio Alves)Fonte: Reuters
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

BRASIL S.PAULO - GREVE DA POLÍCIA "Sobe para 24 total de feridos em confronto".


Subiu para pelo menos 24 o total de pessoas feridas no confronto entre policiais militares e civis na tarde de hoje na capital paulista. Os feridos foram atendidos nos hospitais Albert Einstein e São Luís, próximos do Palácio dos Bandeirantes. Um novo tumulto começou por volta das 19h30 nas proximidades da sede do governo paulista. De acordo com as primeiras informações, os policiais militares teriam iniciado uma provocação aos policiais civis. O clima também é tenso dentro do Palácio dos Bandeirantes, onde a segurança estava reforçada.
O enfrentamento entre os policiais ocorreu quando uma passeata de policiais civis se aproximava da sede do governo, o Palácio dos Bandeirantes, no bairro do Morumbi, na zona sul da cidade. Eles foram contidos por homens da PM, que reagiram com tiros de bala de borracha e bombas de efeito moral. Os policiais civis estão em greve há um mês e pressionam pela abertura de negociação de reajuste salarial com o governo do Estado.Fonte: Agência Estado

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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

BRASIL - LULA "'É preciso mudar a lógica comercial do mundo'.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a mudança na lógica comercial e destacou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) tem de mudar de comportamento porque o que fazia na década de 1990 não vale mais.

"É preciso mudar a lógica comercial do mundo. O que não podemos é ficar subordinados a um padrão vigente que está falindo. É preciso mudar isso e colocar as pessoas inteligentes para pensar em novas fórmulas e, quem sabe, encontrar uma solução para que se volte à normalidade", disse.
"A melhor forma de o país crescer com um sistema financeiro sólido são todos ganhando dinheiro apresentando como resultado de seus ganhos a produção de um bem material. O que não dá é para ficar na especulação de papéis. Porque o papel passa em 80 mãos e não produz sequer um botão. E vai enricando as pessoas no meio. Um dia isso quebra. E acho que as pessoas aprenderam a lição", disse Lula.
E prosseguiu: "todo mundo sabe que daqui para a frente tem de mudar as regras. Os bancos centrais tomarão uma decisão e todos terão que cumprir. O FMI tem de mudar de comportamento porque o que fazia na década de 90 não vale mais. E os organismos multilaterais não funcionam corretamente nesta hora de crise."
Segundo o presidente, "esse é o momento de fazerem uma previsão nas coisas que já tiveram sucesso e que estão fracionando e ver o que nós vamos colocar no lugar". O presidente afirmou também que o governo não vai parar nenhuma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nem obras de infra-estrutura ou projetos de biocombustíveis por causa da crise financeira.
Ainda na entrevista à imprensa hoje em Nova Délhi, Lula admitiu a possibilidade de o Brasil fazer transações comerciais com outros países em moeda nacional da mesma forma que já está fazendo com a Argentina. "Precisamos de novos esforços de negociação de comércio da mesma forma que temos com a Argentina, que negociamos com a moeda brasileira. Queremos saber com quantos países podemos fazer isso", disse o presidente. Ele salientou que será realizada num curto prazo uma reunião entre os três países do IBAS (Índia, Brasil e África do Sul), para buscar novas formas de comércio para enfrentar a crise. "Para enfrentar uma crise, temos de cuidar da liquidez do sistema financeiro", disse.

domingo, 12 de outubro de 2008

EUTANÁSIA - Piora estado de saúde de italiana em eutanásia.


O quadro de saúde de uma italiana no centro de um caso de eutanásia piorou depois que ela sofreu uma grave hemorragia, segundo disseram médicos neste sábado. Eluana Englaro está em estado vegetativo há 16 anos.


Seu pai, Beppino Engarlo, esteve à frente de uma batalha judicial para desligar os equipamentos que a mantêm viva, insistindo que este é o desejo dela. Em meados deste ano, a corte de Milão concedeu o seu pedido, causando uma verdadeira tempestade política na Itália, país predominantemente católico. A Itália não permite a eutanásia, mas os pacientes têm o direito de recusar o tratamento.
Grupos católicos e antieutanásia protestam colocando garrafas de água na frente da catedral Duomo, em Milão. Opositores lançaram uma apelação contra a decisão judicial para impedir que os aparelhos fossem desligados. O pai da paciente prometeu não desligá-los até a corte italiana considerar novamente o caso.
Carlo Alberto Defanti, médico de Eluana, disse a repórteres que ela vem tendo sangramentos no útero nos últimos dias. "Foi uma hemorragia muito abundante, que colocou a vida dela em risco", contou.
"Nessa tarde, parou. Mas não podemos fazer previsões. Se não recomeçar, ela deve se recuperar." Os jornais italianos noticiaram que os médicos concordaram em não fazer transfusão de sangue na paciente. Eluana tinha 20 anos quando entrou em estado vegetativo, após um acidente de carro sofrido em 1992. Dois anos depois, os médicos avaliaram sua condição como irreversível.
O pai da paciente disse que ela visitou um amigo que estava em estado similar pouco antes de sofrer o acidente e expressou sua vontade em recusar tratamento se ficasse um dia na mesma situação.
O caso gerou comparações com o episódio de Terry Schiavo, a americana que estava no centro de um debate sobre eutanásia até morrer em 2005. O marido de Terry, que queria o desligamento dos equipamentos em detrimento da vontade dos pais dela, prevaleceu em uma batalha polarizada nos Estados Unidos, que alcançou o Congresso, o presidente George W. Bush e a Suprema Corte.Fonte: Agência Estado
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sábado, 11 de outubro de 2008

BRASIL - CRISE JÁ CHEGOU AO PAÍS, DÚVIDA É SUA EXTENSÃO.


SÃO PAULO (Reuters) - A crise financeira global já atingiu à economia real do Brasil, mas a dimensão do estrago depende do quão rápido será o restabelecimento da confiança nos mercados e a volta do crédito no mundo, sem o qual, nenhuma economia consegue operar.
A avaliação é do economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados, que pondera que o cenário até o momento dificulta qualquer tentativa de resposta à pergunta fundamental do momento: até quando?Mesmo reconhecendo que as empresas brasileiras estão mais bem preparadas, o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda (1995-1998) pondera que no momento em que a crise travou os mercados de crédito, a crise financeira atingiu imediatamente a chamada economia real do país."A primeira coisa de fato que já pegou a economia real, há duas ou três semanas, foi a paralisia sem precedentes do crédito... o que já estava caro e difícil, paralisou", disse o economista, em entrevista à Reuters."Chegamos ao ponto de não termos ACC (Adiantamentos de Contrato de Câmbio), coisa que jamais aconteceu nessa intensidade", acrescentou Mendonça de Barros, lembrando que os problemas vividos em 2002 com este tipo de instrumento --fundamental para os exportadores-- foram provocados por preços altos. Agora, o problema é de disponibilidade.Outros efeitos da chegada da crise ao mundo real serão sentido mais à frente, como a diminuição da demanda interna, responsável pela forte expansão da economia no atual ciclo de crescimentos, e uma nova estrutura de custos das empresas, por conta do novo patamar do dólar.Ainda que incipiente, Mendonça de Barros pondera que já há sinais de retração nos gastos dos consumidores, o que afetará o desempenho das vendas das empresas."Mais do que qualquer momento do passado, nós tivemos duas coisas: a crise de crédito chegou instantaneamente aqui, porque estamos plugados com o mundo, e a cabeça das pessoas começou a mexer muito mais rapidamente do que antes, porque essa classe média alargada, que está tomando crédito, está muito mais alerta para isso", avaliou."Você tem um aperto do crédito, que é o combustível da produção, e alguma retração de demanda... com isso o setor real vai sofrer genericamente", acrescentou.NATAL SEM FESTAO impacto já sentido não comprometerá o crescimento econômico do país em 2008. Mas o mesmo não pode ser dito para os próximos anos."Nós vamos ter um PIB melhor do que o Natal", brinca Mendonça de Barros.Para ele, o bom desempenho da economia na primeira metade do ano garante uma expansão de pelo menos 5 por cento para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2008."Mas o Natal vai ser afetado pelas decisões mais na ponta, e isso vai fazer uma certa diferença."Para 2009, o cenário não é positivo."Nós vamos ter uma redução do crescimento, isso não tem dúvida nenhuma. E essa redução vai se dar parte pela demanda externa, mas uma parte vai ser na demanda interna, do investimento, especialmente, e do consumo das famílias", ponderou.A maior preocupação dentro deste cenário é o fato de que o investimento é considerado por Mendonça de Barros como "o maior candidato a sofrer", o que pode gerar efeitos negativos para a economia num cenário de mais longo prazo."Especialmente aquele investimento que a empresa planejou, mas não pôs o bloco na rua completamente, o que é um problema pra mais adiante, o que é uma fonte clara de preocupação."Olhando a crise sob o prisma mais político, Mendonça de Barros lamenta o comportamento das autoridades do governo --"especialmente fazendárias e o próprio Planalto"-- que têm evitado admitir a complexidade da situação atual.Nesta tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu mais um exemplo do que poderia ser classificado como otimismo exagerado ao dizer que o Brasil está mais preparado para enfrentar a crise "do que qualquer país do mundo"."Evidentemente ninguém vai sair chamando a mãe, obviamente não é o caso, mas acho que uma coisa um pouco mais comedida seria de bom alvitre", concluiu Mendonça de Barros.Fonte: Reuters
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10/10/2008Operadores na bolsa de Nova York.
http://www.pop.com.br/popnews/noticias/economia/200679.html

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

ECONOMIA - BCs cortam juros, mas mercados continuam com medo.


NOVA YORK (Reuters) - Bancos centrais ao redor do mundo reduziram em conjunto as taxas de juro nesta quarta-feira, na primeira ação política coordenada da história, à medida que os temores de uma recessão profunda ofuscaram as preocupações recentes sobre a inflação.
Em uma tentativa para combater a pior crise financeira global desde os anos de 1930, os bancos centrais dos Estados Unidos, da zona do euro, da Grã-Bretanha, da Suíça, do Canadá e da Suécia reduziram suas taxas básicas de juro em 0,5 por cento.
O anúncio inesperado gerou volatilidade nos mercados de ações globais, que já perderam trilhões de dólares ao longo do ano passado. Mas ele não conseguiu ganhar a confiança de qualquer mercado.
O mercado de ações europeu fechou com fortes perdas e as bolsas de valores de Wall Street operaram com forte volatilidade. O índice Dow Jones fechou com queda de 209 pontos, após ter chegado a apresentar alta de mais de 120 pontos.
O setor financeiro europeu também apresentou turbulência com o governo britânico afirmando que está preparado para injetar 50 bilhões de libras (87 bilhões de dólares) nos bancos.
O governo da Islândia adquiriu dois de seus maiores bancos, desistiu de segurar o valor de sua moeda e pediu um empréstimo de emergência para a Rússia.
"A confiança foi perdida e é difícil de recuperar", disse Ian Nakamoto, diretor de pesquisa na MacDougall, MacDougall & MacTier em Toronto.
A redução conjunta incluiu a China pela primeira vez. O Banco do Japão informou que não vê necessidade de reduzir a taxa de juro do país, mas apoiou fortemente a ação coordenada.
Mais cedo, Hong Kong divulgou um corte de juro inesperado, reduzindo sua taxa básica de juro em 1 ponto percentual, indo ao encontro de redução similar na Austrália um dia antes.
"Os bancos centrais no mundo finalmente acordaram para a gravidade da situação atual", disse Charles Diebel, diretor de estratégias para taxas de juros da Nomura International. "Esse é um grande passo para convencer o mundo de que eles estão determinados em relação à estabilização."
TEMPESTADE À FRENTE
O Fundo Monetário Internacional divulgou sua previsão mais pessimista em anos, dizendo que a economia mundial está fadada a um declínio maior com os Estados Unidos e a Europa à beira da recessão ou já inseridos nela.
Os varejistas norte-americanos apresentaram um número decepcionante de vendas em setembro, apenas alguns dias após os EUA terem divulgado uma redução de 159 mil postos de trabalho em setembro, levando a perda acumulada no ano para 760 mil.
Em entrevista à imprensa, o secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, clamou por mais ações coletivas.
"Os governos têm e devem continuar a agir individualmente e em conjunto para aumentar a liquidez no mercado, para fortalecer as instituições financeiras por meio da provisão de capitais... e para proteger as economias de nossos cidadãos", disse.
Ao menos os preços do petróleo caíram após o governo norte-americano ter divulgado um aumento nos estoques.