segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

MERCADOS DE PREVISÃO POLÍTICA VÊEM OBAMA DERROTANDO HILLARY .




WASHINGTON (Reuters) - Traders que apostam no resultado da eleição presidencial norte-americana estão colocando suas fichas fortemente na vitória do senador por Illinois Barack Obama sobre a ex-primeira-dama Hillary Clinton para a nomeação do Partido Democrata e, por fim, na conquista da Presidência.


Obama, cuja campanha arrematou quatro prévias estaduais contra Hillary no fim de semana, era negociado por volta de 70 nesta segunda-feira em Dublin, no mercado Intrade de previsões, com sede na Irlanda.Isso significa que os operadores acreditam numa chance de 70 por cento de ele ser o candidato presidencial democrata para a eleição em novembro. Hillary, que substituiu a coordenadora de sua campanha, era negociada a 30 por cento, segundo dados do site do Intrade.Traders do Iowa Electronic Markets, uma bolsa sem fins lucrativos mantida por pesquisadores na University of Iowa, possuíam expectativas semelhantes, com Obama a 70 por cento de chance de vencer e Hillary com 27 por cento.Pesquisadores que estudam mercados de previsão política dizem que o poder de previsão destes meios é comparado ao de pesquisas de opinião. Os contratos são geralmente estruturados para que os preços possam ser lidos a partir da probabilidade de um candidato vencer a corrida.O senador do Arizona John McCain é visto como favorito a conquistar a indicação republicana, com os operadores dando a ele 95 por cento de chance no Intrade.O Intrade deu a Obama uma chance de 46 por cento de vencer a disputa geral pela Presidência, contra 33 por cento de McCain e 20 por cento de Hillary.




BRASIL : SEM CONSENSO, ACORDO SOBRE CPI DOS CARTÕES CORRE RISCO .


BRASÍLIA - O acordo firmado entre o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), para a instalação da CPI dos cartões corporativos não é consenso entre os senadores da oposição (tucanos e Democratas). Sampaio é o autor do requerimento para a criação da CPI mista. O acordo inclui a investigação do período FHC.



O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), disse que o acordo "foi uma iniciativa própria" de Carlos Sampaio e não uma posição do PSDB. Ele informou que aguarda uma reunião com o líder dos tucanos no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), para definir que rumo tomarão sobre as denúncias de abusos na utilização dos cartões, e mais especificamente sobre o modelo de CPMI que pretendem.

Agripino Maia defende a restrição das investigações aos cartões corporativos, retroagindo a 2001, data de sua criação. Já o acordo firmado por Jucá e Sampaio estende as investigações às contas tipo B, desde 1998, utilizadas por autoridades e servidores do governo federal. "A filigrana está na data. Tem que ser 2001 e só cartões corporativos", defende o líder do DEM. Ele considera que qualquer comissão parlamentar de inquérito é instalada a partir de um fato determinado, que neste caso seriam os abusos na utilização dos cartões.

O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), membro da Executiva Nacional do partido, também critica o acordo. "Se o meu partido não quiser apurar, eu quero". Ele disse que foi "pego de surpresa" pela iniciativa do deputado do PSDB. Heráclito segue a opinião do líder de seu partido de que não cabe a uma CPMI investigar "fato indeterminado". Para ele, o foco das apurações deve ser o cartão corporativo. "Se houver alguma denúncia concreta contra o governo Fernando Henrique, que se investigue", acrescenta.

O vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), também criticou o acordo fechado pelo colega tucano. "Uma CPI nesses termos cheira mal. Fica a impressão que houve um acordo, um entendimento estranho", afirma. Álvaro Dias ressalta que se o PSDB fechar com este acordo, ele acatará "por decisão partidária". Mas defende que a direção tucana tem que reavaliar o acordo firmado entre Carlos Sampaio e Romero Jucá.
Novos requerimentos

A Câmara já recebeu uma série de pedidos de informações sobre os gastos do cartão corporativo do governo. O líder do PPS, deputado Fernando Coruja (SC), formalizou o pedido para que a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, envie cópias das notas fiscais referentes às compras feitas com o cartão e cópias das notas fiscais dos gastos com o dinheiro que foi sacado com os cartões corporativos. Além disso, o líder quer cópia das justificativas dos saques e das compras e a relação dos nomes de todos os titulares dos cartões e suas respectivas lotações.

O líder do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ), quer explicações do processo de licitação que destinou o contrato do governo com a operadora Visa para a emissão dos cartões corporativos e informações sobre o uso dos cartões por integrantes das estatais. Ele também pediu a convocação do ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, para prestar informações no plenário da Câmara sobre o uso do cartão. Coruja argumentou que, caso o governo não preste essas informações, ele irá à Justiça para tentar garantir o acesso aos dados. "A eventual negativa do governo dará instrumento para uma ação judicial", afirmou o líder do PPS.

'Análise técnica'

O líder do governo no Senado, Romero Jucá, argumenta que pelo acordo "a CPMI se debruçará sobre um análise técnica, isenta de caráter político e evitando excessos". Perguntado se os trabalhos da comissão se restringiriam ao uso do cartão corporativo por servidores públicos, Romero Jucá afirmou que "o limite será o do bom senso".

O parlamentar está providenciando um levantamento completo da legislação que define o que é considerado gasto sigiloso. Ele pretende apresentar proposições à CPMI de mudança da atual legislação para deixar claro o que é e o que não é gasto sigiloso."Esse é um item que forçosamente será discutido na comissão", ressalta Romero Jucá.

(Denise Madueño, de O Estado de S. Paulo)


domingo, 10 de fevereiro de 2008

ANGOLA - DÚVIDAS E INCERTEZAS SOBRE ANGOLA .


As minhas certezas em relação a Angola são, creio, quase unânimes entre os que como eu não definem Angola porque, cada vez mais, se limitam a senti-la. Tantas vezes com dor, muitas outras com uma lágrima no canto do olho, e sempre na esperança de que o futuro há muito deveria ter nascido... assim os angolanos (sobretudo os que estão no poder) tivessem a noção de que quem não vive para servir não serve para viver.


Ou seja. Angola tem (quase) tudo para ser um grande país e até, daqui a algumas gerações, uma grande nação. Deus, seja Ele quem for, deu a este espaço africano (tão mal dividido à régua e esquadro pelos colonizadores europeus) tudo o que era preciso para ser o maior entre os maiores.
Também lhe deu, reconheça-se, um mosaico de povos capazes de valorizar mais o que os une do que o que os divide. Reconheça-se ainda, por ser um elementar acto de justiça, que lhe deu um colonizador melhor (é claro que com muitos defeitos) do que o atribuído a outros países da região.
Tenho (tanto quanto isso é possível) a certeza de que o que Angola não teve, nem tem, é bons amigos. Verdadeiros amigos. Americanos e soviéticos (entre os dois venha o Diabo e escolha) apenas se prestaram a ajudar o país porque a troco de um chouriço recebiam um porco. A troco de armas recebiam barris de petróleo. A troco de minas recebiam diamantes. Hoje será, talvez, diferente. Mas todos os cuidados são poucos.Os amigos dos angolanos não são os que aparecem na Imprensa a oferecer próteses para os deficientes de guerra. E não são porque, importa recordá-lo, esses são os mesmo que forneceram as minas que provocaram toda essa catástrofe.

As minhas dúvidas em relação a Angola: Eduardo dos Santos, um presidente democraticamente quase vitalício, continua a confundir a obra prima do Mestre com a prima do mestre de obras. Diz o presidente que «honrar e declarar o nosso amor por Angola assume um carácter solene e especial». É verdade. Mas isso não basta.As crianças que mendigam e morrem à fome nas ruas de Luanda também amam Angola. Amam-na e declararam esse amor. No entanto, Eduardo dos Santos, que tem pelo menos três refeições por dia, continua a nada fazer para lhes dar um prato de fuba.

Rui Mingas (um dos homens do presidente) dizia que, «nos antigamente», os angolanos apenas tinham «peixe podre, fuba podre, 30 angolares e porrada se refilares». E hoje? Hoje continuam a levar porrada, mesmo sem refilar, e nem peixe ou fuba podre têm.«À força do povo angolano e à riqueza dos recursos naturais do nosso país, podemos juntar agora a serenidade que se instaura quando constatamos que nada mais pode pôr em causa o esforço colectivo para a construção do bem comum», afirmou Eduardo dos Santos.

Baixinho, creio eu, Eduardo dos Santos deverá ter acrescentado: olhai para o que eu digo e não para o que eu faço. E o povo que aplaudia, certamente pensou: quem nos dera ter de comer.Sem desculpas, o Governo de Luanda tem tudo para mostrar do que é capaz. Não vai chegar lá. Mal acabou com Savimbi virou-se para Cabinda. E depois vira-se para qualquer outro sítio, mesmo fora de Angola.Os poucos que têm milhões não vão abdicar de nada em favor dos milhões que têm pouco... se é que têm alguma coisa.
Resta-me esperar pelas eleições para ver se o futuro nasceu ou se, mais uma vez, será vítima da interrupção voluntária típica dos regimes ditatoriais.

*Jornalista do JN (CP 925) - Não se é Jornalista sete horas por dia . É-se Jornalista 24 horas por dia.
*Também publicado em
ALTO HAMA


quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

BRASIL : TCU DECIDE ESMIUÇAR GASTOS COM CARTÕES CORPORATIVOS .


Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiram ontem, por unanimidade, esmiuçar a contabilidade do governo para saber se as despesas com cartões corporativos cresceram, se os saques em espécie aumentaram e se eles estão sendo usados para compras pessoais irregulares de altos funcionários do Executivo. No dia 13, o Estado revelou que ministros do governo Lula registraram altos gastos com cartão para quitar despesas de viagem.




Desde já, integrantes do TCU afirmam que compras em free shops e bares são irregulares. Se a auditoria confirmar o abuso, o tribunal pode obrigar os responsáveis pelos gastos a devolver o dinheiro ou, em casos mais graves, propor "nota de improbidade administrativa". A área técnica do TCU considera, contudo, que o mais adequado é inabilitar o funcionário que gastou irregularmente com cartão para ocupar cargo público.O ministro do TCU Raimundo Carreiro foi mais radical: propôs a imediata suspensão por 60 dias do uso dos cartões e, depois, sua extinção definitiva. "A finalidade dos cartões está sendo desviada. O Legislativo e o Judiciário não usam cartões corporativos", ponderou. "Minha proposta é extinguir mesmo." A sugestão não foi aceita. O que a auditoria pretende identificar é se os cartões estão sendo usados indiscriminadamente para saques em dinheiro e compras pessoais de ministros e outras autoridades do governo. "Quando se está numa missão oficial, quando um ministro de Estado ou um gestor público se desloca, ele tem de efetuar gastos em razão das necessidades do serviço público. Não se pode admitir despesas feitas em caráter estritamente pessoal, fugindo das normas sobre o assunto", enfatizou o vice-presidente do TCU e autor da auditoria, ministro Ubiratan Aguiar.Os cartões corporativos foram introduzidos no governo FHC. O objetivo era diminuir os gastos por meio da comprovação de notas, um procedimento de prestação de contas menos transparente. O governo argumentou, em ofício encaminhado ao TCU no fim do ano passado, que os gastos com suprimentos de fundo estão sendo substituídos pelo cartão corporativo.Se essa alegação for confirmada na auditoria, explicou Ubiratan, seria aceitável o aumento de gastos com cartões. No entanto, se o valor das rubricas subiu significativamente, estaria comprovado o uso abusivo. Não há prazo para conclusão da auditoria. Paralelamente, o TCU analisa as declarações de renda de todos os funcionários detentores dos cartões corporativos. Além do TCU, a Controladoria-Geral da União e o Ministério Público Federal apuram irregularidades no uso dos cartões.A pedido da Comissão de Ética Pública, a CGU investigará os gastos feitos pela ministra Matilde Ribeiro, da Igualdade Racial. Em 2007, ela gastou R$ 14,3 mil mensais, mais que os R$ 10,7 mil de seu salário. O secretário especial da Pesca, Altemir Gregolin, também está na mira da CGU.


FOTO : MINISTRA DA IGUALDADE QUE PODE ESTAR COM OS DIAS CONTADOS !!!

EUA : EDWARDS E GIULIANI DESISTEM DA CANDIDATURA .


WASHINGTON (Reuters) - O republicano Rudy Giuliani e o democrata John Edwards abandonaram suas candidaturas à Presidência dos Estados Unidos, reduzindo a campanha eleitoral para dois nomes principais em cada um dos partidos antes de vários Estados realizarem primárias na terça-feira da semana que vem.


Giuliani, que já foi o favorito para a indicação do Partido Republicano às eleições presidenciais de novembro, viajou para a Califórnia depois de terminar as primárias da Flórida num distante terceiro lugar para anunciar seu apoio ao senador John McCain na apertada disputa com o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney.
"Hoje anuncio oficialmente minha retirada como candidato a presidente dos Estados Unidos", disse Giuliani na biblioteca presidencial Ronald Reagan em Simi Valley, Califórnia, antes de um debate entre os pré-candidatos republicanos à Presidência.
"John McCain é o candidato mais qualificado para ser o próximo comandante-em-chefe dos Estados Unidos", acrescentou.
McCain, que estava ao lado de Giuliani durante o anúncio da desistência do ex-prefeito de Nova York, lembrou a atuação do agora aliado após os ataques de 11 de setembro de 2001 e afirmou que ele será seu "forte braço direito" na campanha pela indicação republicana.
Os candidatos de cada partido estão numa disputa Estado por Estado pela indicação partidária para a eleição de 4 de novembro.
Já a retirada de Edwards da disputa, por sua vez, significa que o Partido Democrata passará por um processo histórico de escolha de seu candidato à Casa Branca.
Isso porque, independentemente de o vencedor da indicação democrata ser o senador por Illinois Barack Obama ou a senadora por Nova York e ex-primeira-dama Hillary Clinton, será a primeira vez que um negro ou uma mulher é indicado para a disputa presidencial por um dois grandes partidos dos Estados Unidos.
Edwards viajou para Nova Orleans, onde lançou sua campanha há mais de um ano, para fazer o surpreendente anúncio de sua retirada da disputa. Ele havia prometido na semana passada permanecer na briga ao menos até a próxima terça-feira, quando quase metade dos Estados norte-americanos escolherá seus candidatos.
"É hora de eu ficar de lado para que a história possa correr seu caminho", disse o ex-senador num bairro de Nova Orleans que foi devastado em 2005 pelo furacão Katrina.
"Não sabemos quem dará os passos finais até o (número) 1.600 da avenida Pennsylvania (endereço da Casa Branca), mas o que sabemos é que o nosso Partido Democrata fará história, e com nossas convicções e um pouco de determinação recuperaremos a Casa Branca em novembro", disse Edwards, que em princípio não manifestou apoio a nenhum dos ex-rivais.
Tanto Obama quanto Hillary já começaram a assumir o discurso de combate à pobreza, de Edwards. Obama também passou a se apresentar como o candidato que tem mais chances de bater McCain, que se tornou o favorito entre os republicanos ao vencer a primária de terça-feira na Flórida.
"Precisamos oferecer ao povo norte-americano um claro contraste a respeito da segurança nacional, e quando eu for o indicado do Partido Democrata é exatamente isso que eu farei", disse o senador a uma platéia de 18 mil pessoas em Denver. Ele lembrou que Hillary e McCain votaram no Senado a favor da guerra do Iraque. Obama não era senador naquela época.
Já pelo lado republicano, a saída de Giuliani aponta para uma dura disputa entre McCain e Romney.
O ex-governador do Arkansas Mike Huckabee continua formalmente na disputa, mas sua campanha está sem dinheiro e ele só conseguiu realmente se firmar entre cristãos conservadores.
Giuliani fez pouca campanha nos primeiros Estados da disputa e, numa decisão estratégica que se revelou ruim, investiu suas fichas na Flórida, o quarto Estado mais populoso dos EUA, onde vivem muitos aposentados de Nova York e arredores. Conseguiu apenas o terceiro lugar ali, um pouco acima de Huckabee.
Hillary venceu a primária democrata na Flórida, mas o resultado não influirá na convenção nacional por causa de uma disputa entre os diretórios nacional e estadual.
(Reportagem adicional de Russell McCulley em Nova Orleans, Jeff Mason em Denver e Ellen Wulfhorst em Little Rock)


quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

BRASIL : OPERAÇÃO DA POLÍCIA EM MORROS DO RJ DEIXA 9 MORTOS .


Uma operação da Polícia Civil resultou na morte de nove suspeitos nas favelas do Jacarezinho e da Mangueira, ambas na zona norte do Rio. A ação policial começou na madrugada de hoje, quando policiais entraram na favela do Jacarezinho para reprimir tráfico de drogas, roubo e furto de automóveis. Os agentes foram recebidos a tiros. Seis suspeitos foram mortos, e outros seis foram presos.

Outras informações levaram a polícia a interceptar homens que fugiam em uma Pajero roubada da favela do Jacarezinho para a Mangueira. O helicóptero "Águia", da Polícia Civil, foi acionado e localizou o veículo já na Mangueira. Os passageiros do veículo reagiram e houve intenso tiroteio. Três suspeitos morreram.

RAUL CASTRO FOI MAIS VOTADO QUE FIDEL NAS ELEIÇÕES CUBANAS !!!

Raúl Castro foi mais votado que Fidel nas eleições cubanas. O presidente interino de Cuba, Raúl Castro, teve mais votos que o irmão Fidel nas eleições parlamentares de 20 janeiro, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira.

Fonte: Reuters