quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

NO ORIENTE MÉDIO , BUSH VOLTA A DIZER QUE IRÃ É AMEAÇA .


JERUSALÉM - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reiterou nesta quarta-feira, 9, em Jerusalém que o Irã "é uma ameaça para o mundo" e alertou que o regime dos aiatolás pode retomar "facilmente" seu programa nuclear e fabricar bombas atômicas. Bush disse ainda que Teerã enfrentará "sérias conseqüências" se o país atacar navios americanos no Golfo Pérsico, em referência a um incidente entre embarcações dos dois países ocorrido no final de semana.

"Meu conselho para eles é: não façam isso", disse Bush em entrevista coletiva em Israel, dias depois de Washington afirmar que embarcações iranianas se aproximaram de maneira agressiva de três navios dos EUA no estreito de Ormuz. "Deixamos claro publicamente e eles conhecem nossa posição. Haverá sérias conseqüências se eles atacarem nossos navios, pura e simplesmente."

Durante a recepção do líder norte-americano em Tel Aviv, o presidente de Israel, Shimon Peres, pediu a Bush para "parar a loucura do Irã e dos grupos militantes Hezbollah e Hamas". O Irã não reconhece Israel e apóia grupos de militantes islâmicos palestinos e libaneses que se opõem à paz com o Estado judeu.

Bush afirmou repetidas vezes, durante a entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, que o "Irã é uma ameaça e será uma ameaça se a comunidade mundial não frear o desenvolvimento do programa nuclear". Para o presidente, sanções financeiras são um caminho confiável para pressionar o governo iraniano a desmantelar completamente o seu programa nuclear.

O governo americano foi duramente criticado por Israel no final de 2007 após a divulgação de um relatório de serviços de inteligência americano segundo o qual o Irã teria interrompido o projeto nuclear para fins militares.


TRATADO DE LISBOA ? REFERENDO ? PORREIRO, PÁ !


*Orlando Castro.
O primeiro-ministro, José Sócrates, decidiu propor a ratificação do Tratado de Lisboa por via parlamentar. Porreiro, pá! É assim mesmo. Os parceiros europeus podem ficar descansados. Referendo nem vê-lo. Porreiro, pá!.


É assim mesmo. E não me venham dizer que Sócrates mentiu. Ele prometeu, sejamos rigorosos, referendar o Tratado Europeu e não o Tratado de Lisboa. Portanto, não mentiu. Aliás, ele não mente e – ao que parece – também nunca se engana e raramente tem dúvidas.
O mesmo se passa com a falsa tese de que Sócrates prometera criar uns largos milhares de empregos para os portugueses. Isso é mentira. O que ele prometeu, sejamos rigorosos, foi arranjar uns milhares de tachos (perdão, empregos) para os socialistas. Prometeu e cumpriu..
Aliás, só a falta de visão de muitos pode pôr em causa a honorabilidade política, intelectual, cultural e até escolar de José Sócrates. Quem é, sim quem é?, António Barreto para nos vir dizer que “José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas”?
Ameaça contra a liberdade? Francamente. Vejamos: todos temos total liberdade para estar de acordo com José Sócrates, para nos filiarmos no PS, para dizermos bem dos ministros deste governo, para comermos e calarmos, etc. etc.
Eu, cá por mim, acho que José Sócrates deveria continuar como primeiro-ministro pelo menos durante mais 20 anos. Primeiro-ministro do Burkina Faso, entenda-se..
*Jornalista do JN (CP 925) - Não se é Jornalista sete horas por dia . É-se Jornalista 24 horas por dia.
*Também publicado em
ALTO HAMA


terça-feira, 8 de janeiro de 2008

HILLARY CLINTON APOSTA TODAS AS FICHAS EM NEW HAMPSHIRE .


MANCHESTER, EUA, 8 Jan 2008 (AFP) - Hillary Clinton aposta nesta terça-feira todas suas fichas nas primárias de New Hampshire (nordeste dos EUA), onde se prepara para um novo fracasso contra seu principal adversário democrata, Barack Obama, na corrida à Casa Branca.Do lado republicano, o vencedor em Iowa, Mike Huckabee, que representa os conservadores cristãos, não deve passar de um terceiro lugar em New Hampshire, estado onde deve triunfar o senador John McCain, 71 anos, veterano da guerra do Vietnã.


Embalado por sua vitória nos caucus (assembléias de eleitores) de Iowa, o senador de Illinois Barack Obama, 46 anos, reduziu em pouco tempo a distância que o separava da ex-primeira-dama nas pesquisas de opinião, tanto em New Hampshire, onde é o favorito, como no resto dos Estados Unidos.Diante de uma multidão estática, o homem que quer se tornar o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos protagonizou na noite de segunda-feira uma última reunião eleitoral para exortar seus seguidores a "lutarem e a arriscarem tudo para algo que não existia antes".No entanto, Hillary Clinton, que quase não conteve o choro segunda-feira, garantiu que lutará até o fim.Ela intensificou os ataques contra Obama, a quem acusa de inexperiência e de utilizar seu talento de orador para dissimular a falta de conteúdo de seu programa.A ex-primeira-dama também insiste na diferença abismal que existe segundo ela entre a falta de experiência política do jovem senador e o legado deixado pelos homens que apresenta como seus modelos, Martin Luther King e John Kennedy.Ela tem duas semanas para inverter a tendência antes das próximas prévias que a aguardam em Nevada e Carolina do Sul, seguidas pela "superterça" de 5 de fevereiro, quando votarão 22 estados entre os mais importantes do país, como a Califórnia (oeste) e Nova York (nordeste).Do lado republicano, se McCain confirmar as previsões das pesquisas, piorará a situação do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, um rico empresário mórmon que investiu muito tempo e dinheiro em sua campanha e que já sofreu um primeiro revés em Iowa (centro).O ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani vai pagar em New Hampshire o preço da arriscada estratégia de não fazer campanha neste estado para se concentrar em outros considerados mais importantes, como a Flórida (sudeste). Segundo as pesquisas, Giuliani não deve passar do quinto lugar nas primárias desta terça-feira.Os primeiros colégios eleitorais abriram suas portas às 06H00 (08H00 de Brasília) nas duas maiores cidades de New Hampshire, Manchester e Nashua. O fechamento dos últimos centros de votação está previsto para as 20H00 (23H00 de Brasília). Os resultados devem ser conhecidos uma ou duas horas depois.O estado de New Hampshire, onde 13 candidatos brigam pelos votos de cerca de 850.000 eleitores, está acostumado a desempenhar um papel preponderante nas primárias americanas.Em toda a história dos Estados Unidos, o candidato que triunfou em Iowa e New Hampshire obteve sistematicamente a indicação de seu partido para disputar a eleição presidencial. A vitória em New Hampshire marcou o início da irresistível ascensão de Bill Clinton até a Casa Branca, em 1992.A pequena localidade turística de Dixville Notch, no norte do estado, foi a primeira a abrir seu centro de votação, às 03H00 desta terça-feira (horário de Brasília). O centro fechou suas portas poucos minutos, depois que os 17 inscritos colocaram suas cédulas na urna. Do lado republicano, John McCain obteve quatro votos, Mitt Romney dois e Rudolph Giuliani uma. Do lado democrata, Barack Obama obteve sete votos, o ex-senador da Carolina do Norte John Edwards dois, e Bill Richardson, o governador de Novo México, uma. Nenhum dos 17 eleitores votou em Hillary Clinton.


BRASIL : PLANALTO VAI ENTREGAR CARGOS PARA GARANTIR PACOTE FISCAL .


O governo começará a pagar neste mês a fatura referente à distribuição de cargos para pedir novo apoio da base aliada contra as investidas dos adversários, que ameaçam não votar o Orçamento-Geral da União e derrubar o pacote tributário com elevação das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Informado de que deputados e senadores aliados podem se juntar à oposição se houver tesourada nas emendas de bancada para compensar a perda de R$ 40 bilhões da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu sinal verde para o preenchimento dos postos.


"Precisamos chegar em fevereiro com todas as nuvens dissipadas", afirmou o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, que ontem conversou com Lula. "Nosso universo é curtíssimo para a execução do Orçamento e qualquer ameaça tem de ser levada em conta. Agora é hora de usar as duas orelhas: vamos ouvir os líderes, ver em que áreas é possível cortar R$ 20 bilhões e tentar resolver as demandas reprimidas nos Estados."
Lula pretende nomear nos próximos dias o senador Edison Lobão (PMDB-MA) para o Ministério das Minas e Energia. Desde maio, quando o então ministro Silas Rondeau foi abatido pela Operação Navalha, da Polícia Federal, a cadeira é ocupada por Nelson Hubner. Depois desse anúncio, o governo preencherá as diretorias da Eletrobrás, da Eletronorte e da Eletrosul. Há, ainda, cerca de 300 cargos regionais vagos em diversas áreas, como transportes e saúde, reclamados por 9 entre 10 partidos aliados. As informações são do jorna
l O Estado de S. Paulo.


domingo, 6 de janeiro de 2008

O FRACASSO DE CHÁVEZ - OPINIÃO .


OPINIÃO.


O espetáculo midiático montado pelo presidente Hugo Chávez em torno da vaga promessa das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de libertar três reféns só poderia terminar em fiasco. O caudilho venezuelano, que havia sido exonerado pelo presidente Álvaro Uribe das funções de mediador do conflito colombiano, quando exorbitou de suas atribuições, não é a raposa política que a sua máquina de propaganda pinta. Chávez acreditou piamente na oferta de libertação dos três reféns, que as Farc apresentaram como um ato de "desagravo" a ele, por ter sido dispensado abruptamente por Uribe. E montou uma espalhafatosa operação para acolher as vítimas da narcoguerrilha, que só seriam entregues ao governo venezuelano, por exigência da liderança das Farc. O presidente Álvaro Uribe permitiu o uso de solo colombiano para a operação dirigida por Chávez e passou, apenas, a observar os acontecimentos a distância.O caudilho dirigiu, soberano, o espetáculo. São inesquecíveis as cenas, transmitidas pela televisão, do presidente Hugo Chávez, vestido com uniforme militar de campanha, explicando a jornalistas e representantes de países vizinhos, França e Suíça - convocados para testemunhar o triunfo do caudilho - como seria feita a entrega dos reféns. Debruçado sobre um mapa, nele traçou as rotas que seriam seguidas pelos helicópteros venezuelanos. Seus minutos de fama como grande estadista e estrategista militar esvaíram-se rapidamente.As Farc não entregaram suas vítimas e o circo foi desarmado melancolicamente.As Farc, em mais de 40 anos de existência, jamais cumpriram um acordo. Só se dispõem a algum tipo de negociação quando estão em grande desvantagem no campo militar e precisam ganhar tempo para recompor forças. Hugo Chávez sustenta que as Farc não são um grupo terrorista que sobrevive com os rendimentos do narcotráfico, do seqüestro e da extorsão. "Acredito que as Farc têm um projeto político", diz ele.De fato, têm. Originalmente, tinham um projeto maoísta. Agora, têm um projeto que, se for bem-sucedido, reduzirá a Colômbia a um centro produtor de drogas, dirigido por um bando reacionário e feroz. Mas os líderes das Farc não abandonam a retórica marxista - e isso faz sucesso em alguns círculos, na América Latina e na Europa. Também não fazem concessões de espécie alguma - o que significa que não negociam de boa-fé. Não foi à toa que, antes de Álvaro Uribe, fracassaram nas tentativas de negociação com o grupo os governos de Belisario Betancur, Virgilio Barco, César Gaviria, Ernesto Samper e Andrés Pastrana. Há duas décadas, um processo de pacificação levou todos os grupos guerrilheiros colombianos para a legalidade, exceto as Farc, que repeliram a oportunidade. Também se frustraram tentativas de negociação feitas por outros países, individualmente ou em grupo, agências multilaterais, como a ONU, e ONGs com atuação internacional.A médio prazo, o objetivo das Farc é o reconhecimento, pela comunidade internacional, do estado de beligerância. Com isso, o grupo poderia obter reconhecimento oficial por alguns governos estrangeiros e obrigar o governo colombiano, em última análise, a uma forma de governo compartilhado. Foi com esse objetivo que as Farc iludiram o presidente Andrés Pastrana com promessas de pacificação que o levaram a entregar aos narcoguerrilheiros 42 mil km² de território colombiano durante três anos e meio. Foi com esse objetivo que as Farc ofereceram entregar três reféns, num espetáculo que teria a participação de um presidente da República, Hugo Chávez, do ex-presidente Néstor Kirchner e de representantes oficiais de mais seis países.

A opinião pública mundial se condói com a situação dos três reféns. Mas é preciso considerar que as Farc mantêm em cativeiro cerca de 700 pessoas, algumas há dez anos. Durante esta década, elas seqüestraram 6.123 pessoas.

Recentemente, executaram 21 deputados estaduais que haviam capturado.

As Farc não querem negociar. Querem que o Estado colombiano se renda incondicionalmente. Mas os colombianos não apóiam o programa revolucionário das Farc. Segundo o Gallup, há uma rejeição de 93% contra apenas 1% de apoio. São esses os fatos que governos como o do Brasil precisam considerar, antes de embarcar em aventuras espalhafatosas, como a liderada por Hugo Chávez na semana passada.


sábado, 5 de janeiro de 2008

UMA OUTRA COLÔMBIA É POSSÍVEL .


Me lembro da preocupação de Garcia Marquez, quando via o que estava acontecendo na Argentina, por volta de 1977, de que a Colômbia não se transformasse numa outra Argentina. Ele ainda não havia recebido o Prêmio Nobel, elevando o nome do país à escala mundial, para que se desse conta do caminho em que havia enveredado a Colômbia.


Três décadas depois, a Colômbia continua a ser um dos epicentros da “guerra infinita” do governo Bush. Álvaro Uribe é produto dessa política, o aliado mais estreito, dos poucos com que conta a política belicista de Washington na América Latina. Uribe se elegeu com a promessa da famosa “mão dura”, a busca de uma solução “iraquiana”, “bushiana”, para a Colômbia, considerando que as tentativas dos presidentes anteriores de pacificação mediante negociações, haviam fracassado.
Um país cansado da violência, viu um presidente conivente com os grupos paramilitares e, através deles, com os cartéis do narcotráfico, concentrar os recursos militares colocados à sua disposição pelo governo estadunidense, em operações militares, supostamente como via de triunfo da democracia no país. O isolamento das guerrilhas favoreceu a consolidação de Uribe que – tal como outros presidentes neoiberais do continente, como Fujimori e Cardoso – mudou a Constituição do país durante seu mandato, para se reeleger – e agora tenta conseguir um terceiro mandato.
Fez uma política interna ortodoxamente neoliberal, sem se dar conta do seu esgotamento em todos os países do continente. Levou à prática uma política repressiva que afetou claramente os direitos democráticos da população, contando – como acontece com todas as políticas anti-populares no continente – com o apoio da grande mídia oligárquica. Isolou-se dos processos de integração regional, tentou assinar um tratado de livre comércio com os EUA, só nó conseguindo pelas restrições que o Partido Democrata levantou sobre as precaríssimas condições dos direitos humanos na Colômbia sob sua presidência.
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Uribe não quer que se concretize a troca entre prisioneiros das Farc com prisioneiros do seu governo. Seu apoio interno depende da diabolizaçao das Farc, que lhe permite aparecer como o homem da “ordem”. Quando se reelegeu, Uribe teve como principal opositor a Carlos Gaviria, candidato do Polo Democrático, partido de esquerda, que desbancou os partidos Liberal e Conservador, apresentando-se como a maior ameaça à continuidade de Uribe. Nas recentes eleições municipais, de outubro, o governo perdeu nas principais cidades – como Bogotá, novamente conquistada pelo Polo Democrático, Medellin e Cali – para candidatos de esquerda. Revela-se assim como nas políticas governamentais em geral Uribe – que apoiou os candidatos perdedores – não conta com apoio popular, precisando da polarização com as guerrilhas para tentar se perpetuar na presidência do país. Uribe nasceu da violência e sabe que sua sobrevivência política depende de que a violência não termine.
A tentativa de desbloquear a proposta das Farc de troca de presos da guerrilha por presos do governo revela o papel de cada governo do continente, mostra quem quer soluções pacíficas, democráticas, para as crises e quem deseja perpetuar a espiral de violência na Colombia. A situação pôde ser desbloqueada graças à atuação do presidente da Venezuela, Hugo Chavez. Quando o processo avançava, Uribe usou um pretexto secundário para excluir a Chavez da negociação, sabendo que a intermediação deste já havia demonstrado a credibilidade necessária para que o acordo pudesse avançar. Conta com a confiança dos familiares dos presos, com interlocução com as Farc, com capacidade de iniciativa e com a simpatia de setores políticos democráticos da Colômbia e de muitos governos da região.
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As Farc recolocaram o presidente venezuelano nas negociações, a contragosto de Uribe, dispondo-se a entregar três dos detidos a Chavez, como forma de desagravo a este, pela atitude arbitrária do presidente colombiano. Esse primeiro gesto, que abre caminho para que todos os presos possam ser trocados, permitiu que Chavez confirmasse toda sua capacidade de iniciativa política e de mobilização de apoios, revelando o papel de cada um no continente.
Enquanto o governo estadunidense, o colombiano e toda a grande imprensa oligárquica faziam tudo o que podiam para que as negociações fracassassem, os governos da Venezuela, do Brasil, da Argentina, da Bolívia, de Cuba, do Equador – com apoio de governos europeus -, participam ativamente do processo de pacificação e de libertação dos presos dos dois lados. (A cobertura da imprensa brasileira é vergonhosa, sem que nenhuma publicação escrita tivesse mandado jornalistas para fazer a cobertura direta na Colômbia.)
Nestor Kirchner e Marco Aurélio Garcia foram representar diretamente os governos dos seus países, fazendo-se merecedores do apoio da esquerda e de todos os setores democráticos que, no entanto, até aqui, assistem passivamente aos acontecimentos.
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Revelando seu compromisso conseqüente com a pacificação da Colômbia, primeiro passo para que uma outra Colômbia – sem violência, sem narcotráfico, sem paramilitares, sem seqüestros – seja possível, Hugo Chavez se dispõe a dar seqüência às tratativas, apelando inclusive a operações clandestinas, com o objetivo de conseguir a liberdade dos presos.Da sorte dessas negociações depende o destino e futuro da Colômbia. Um futuro de pacificação, soluções negociadas, democratização e integração continental ou a perpetuação do clima de violência e de guerra. Pela primeira alternativa está a grande maioria dos governos da região, que podem contar com a simpatia da maioria do povo colombiano, identificado com os familiares dos presos.
Pela segunda, estão os EUA e o governo colombiano. Uma solução de libertação de todos os seqüestrados aponta para uma outra Colômbia possível e necessária, para seu povo e para todo o continente.

Emir Sader/Carta Maior


BRASIL : ANACONDA DE 9 METROS ATACA MENINA DE 7 ANOS .


Uma enorme anaconda atacou uma criança de 7 anos numa estrada nas imediações de Belém, capital do estado amazónico do Pará, tendo a menina sido salva por um jovem que cortou a cabeça da serpente.


Segundo o sítio G1 da Globo, o réptil de nove metros de comprimento e com 120 quilos de peso saiu da floresta que ladeia a estrada e enrolou-se às pernas da criança.Um taxista, que passava nesse momento pelo local, relata que a anaconda arrastou a criança ao longo de vários metros e que apenas a largou quando um jovem, de nome Miguel, lhe cortou a cabeça com um machado..
«A menina tentou agarrar-se à vegetação da floresta. Estava a gritar muito, o que atraiu a atenção das pessoas. Foi então que um jovem apareceu e cortou a cabeça do animal», afirmou o taxista, Raimundo Carvalho, de 62 anos.Segundo este, se o jovem não tivesse aparecido, a menina teria sido morta pela anaconda que a teria estrangulado.Segundo a Globo, a menina fugiu assim que se sentiu solta e apenas sofreu ferimentos ligeiros nas pernas.


Diário Digital / Lusa