sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

O PROTAGONISMO POPULAR AMEAÇA AS ELITES CLASSISTAS


Nunca a América Latina teve possibilidades tão interessantes, ainda que frágeis, num mundo conturbado, onde o império está enredado no Oriente em guerras sem saída.


Faz alguns anos, o coronel Perón na Argentina, para horror das “gentes como uno”, colocou os “cabecitas negras” nas ruas, os “descamisados” e lhes deu direitos de cidadania. Ao mesmo tempo, seu populismo autoritário esmagou organizações intermediárias, colocando a sós o líder, sua companheira Evita de um lado e o povo do outro. Os militares intervieram para destruir o processo, mas Perón e Evita viraram mitos. As ambigüidades do peronismo foram tantas, que dificultaram até hoje o crescimento da cidadania democrática, depois de ditaduras terríveis, mas ao mesmo tempo estas não conseguiram apagar o protagonismo popular, chame-se hoje “piqueteros” ou nação peronista, apesar de um Menen caricato e corrupto pelo meio.
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No México, o “tata” Cárdenas deu voz a índios e mestiços, nacionalizou o petróleo e trouxe dignidade ao país, diante de seu feroz vizinho do norte. A solução das oligarquias foi cooptar os sucessores presidenciais num Partido Revolucionário Institucional de caciques. Mas as sementes dos anos 30 rebrotaram no PRD do filho de Lázaro Cárdenas, Cuhautémoc e depois em Chiapas, no zapatismo.No Brasil, Getúlio, ditador no Estado Novo, deu direitos aos trabalhadores e voltou triunfalmente em 1950, para suicidar-se em 1954 pelas pressões de um udenismo direitista de falso moralismo, que preparou o golpe dez anos depois. Porém, mais adiante, se fortaleceram os movimentos populares, o MST como exemplo significativo, e surgiram o PDT de Brizola e, principalmente, o Partido dos Trabalhadores de Lula.
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Estaremos diante de uma nova fase populista? Diria enfaticamente que não. Há diferenças notáveis. Os três estadistas citados vinham das próprias elites e, a partir delas, faziam concessões. Agora a situação para os setores dominantes é muito mais ameaçadora. Tudo começou aqui com um operário metalúrgico migrante. No dizer de Luís Fernando Veríssimo, até então tínhamos sido governados por Braganças e agora chegava um simples da Silva. É audível o ranger de dentes quando, em alguns setores, se fala de Lula e de Marisa Letícia, para eles uma situação social e política insuportável. Prefeririam alguém com português escorreito e, se possível, vindo da academia.
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Na Bolívia, depois de um Sanchez de Lozada com forte sotaque gringo, da estirpe dos novos donos de mineração, sucessores dos Patiños, chegou, para horror de muitos, um índio cocalero, um Morales com o estranho nome de Evo.No Equador, o movimento indígena foi se fortalecendo nos últimos anos, como previu o notável bispo de Riobamba, D. Leonidas Proaño e levou à presidência Rafael Corrêa, que não tem essa origem étnica, mas que tenta expressar seus anseios, e que se declara seguidor da teologia da libertação e das comunidades de base cristãs.No Peru, um mestiço de propostas pouco nítidas, Ollanta, quase ganhou de um ex-presidente aprista branco, Alan Garcia, de posições também indefinidas. Mas as marchas pré-eleitorais de um e de outro mostraram dois países visualmente diferentes. Também ver as manifestações pró e contra Chávez é como descobrir duas realidades distintas, raças e classes opostas. Numa eleição futura no Paraguai, um ex-bispo católico, Fernando Lugo, cresce nas sondagens por suas ligações com as comunidades guaranis.
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Kirchner e Cristina, provenientes de províncias pobres e periféricas, mas com fisionomias bem pouco populares, fazem no entanto apelo a uma nação peronista que nunca desapareceu. No caso de Tabaré Vásquez no Uruguai este, dirigente da Frente Ampla, acabou com a alternância histórica e elitista de blancos e colorados, pondo a esquerda no poder. No Chile, Michele Bachelet, presa e torturada com sua mãe pela ditadura, pai general expurgado, depois Ministra da Defesa que os militares tiveram de engolir, continuando Ricardo Lagos, repetiu a derrota do “barrio alto” pelo povo das poblaciones, que saiu às ruas com Allende e foi depois massacrado por Pinochet.Deixemos de lado a Colômbia, conservadora e em plena insurreição e o México, com eleições fraudulentas. Na Nicarágua, voltou enfim Daniel Ortega, mas com um sandinismo deturpado pela corrupção (a triste “piñata” que distribuiu benesses entre os vencedores).
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Cada um destes processos tem uma história própria, com suas ambigüidades e suas potencialidades. O caso brasileiro parece o mais maduro, preparado por muitos anos de tentativas eleitorais frustradas desde 1989 e por caravanas da cidadania pelo país afora, hoje com uma política realista, cônscia da diferença entre o desejável e o possível, mas com políticas sociais que o povo, sentindo na pele, avalia muito melhor do que uma esquerda ideológica.Meu carinho pela Bolívia, onde acompanhei o curto governo de J.J. Torres, assassinado a mando de Banzer e dos americanos, me faz ver com interesse um processo frágil, às vezes imaturo, rondado por separatismos comandados de fora, mas sobre o qual há que fortemente apostar e ser solidário. Lembro especialmente de um amigo arguto daqueles anos, hoje senador do MAS, o companheiro Filipo.
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Bem mais ambíguo é o caso da Venezuela e não consigo acreditar no chavismo entusiasta de certos setores da esquerda. Faz-me lembrar Perón, atacando verbalmente o imperialismo e fazendo acordos com ele por baixo do pano. Muita verbosidade e uma tendência autoritária latente. Mas tem o povo pobre a seu lado e desenvolveu políticas sociais ambiciosas. Um elemento positivo foi Chávez aceitar a derrota do último referendo, para decepção da direita, que esperava uma reação violenta, ela que tentaria preparar um golpe se perdesse. Derrota por um fio, num país dividido ao meio. Reação democrática e constitucional de Chávez, que pode ser desfeita mais à frente por nova onda de ameaças e de retaliações.Mais complexo é o caso de Cuba, prisioneira de um bloqueio americano absurdo e criminoso e de um sistema interno autoritário, com um líder que pretende eternizar-se, mas com saúde e futuro incertos. O país parece mal preparado para uma transição difícil. Dizem alguns que Raul Castro pode surpreender, com uma saída à chinesa, politicamente mantendo símbolos e enrijecimento, economicamente com aberturas ao mercado internacional.
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Digo isto, ainda que em linhas muito gerais, porque temos de tentar fazer análises cuidadosas sobre processos históricos complexos, pesando os prós e os contras de cada caso, que podem também mudar a qualquer momento, para bem e para mal. Marx indicou a necessidade de subir do abstrato para o concreto. Vejo muitas análises, de alguns que se crêem seus seguidores, encerradas num plano filosoficamente idealista e ideológico, a partir de teses gerais, sem raízes na realidade, mitificadas, preconceituosas ou emocionais. É o que nosso autor alemão chamava de ideologia, isto é, uma visão invertida da realidade e de falsa consciência. Temos de acompanhar estes processos cada um em seu contexto, não apenas para conhecê-los, mas antes de tudo para trabalhar pela transformação da realidade (ver a última tese de Marx contra Fuerbach), torcendo para que dêem certo no que têm de positivo emergente, pensando no que eles podem ajudar – ou dificultar – um processo necessário de integração latino-americana, ao nível dos povos e não apenas dos setores dominantes.
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Nesse sentido, a diplomacia brasileira de Celso Amorim e de Samuel Pinheiro Guimarães, seguindo orientações do presidente, tem sido cuidadosa e criativa. Não é com bravatas que se avança, mas com medidas concretas, Lula dialogando com Evo, Corrêa, Bachelet, Tabaré, Cristina, no futuro talvez Lugo e, sempre que possível, com o surpreendente Chávez, talvez o mais difícil, por sua ânsia de liderança. Voltando ao princípio, nunca a América Latina teve possibilidades tão interessantes, ainda que frágeis, num mundo conturbado, onde o império está enredado no oriente em guerras sem saída. Isso, colocados num espaço latino-americano estrategicamente secundário a nível internacional, poderia abrir-nos possibilidades para experimentar e criar, se não formos atropelados por posições aprioristas de uma esquerda ideológica e se soubermos anular a volta de uma direita impaciente e revanchista. Tudo a começar pelo Brasil, que iniciou o processo e que não pode, de maneira alguma, interrompê-lo.


Carta Maior/Luis Alberto Gómez de Sousa - sociólogo e ex-funcionário das Nações Unidas, é diretor do Programa de Estudos Avançados em Ciência e Religião da Universidade Cândido Mendes.


quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

BRASIL : LULA FALANDO SOBRE FIM DE CPMF .



'Tenho ojeriza à palavra pacote', diz Lula sobre fim da CPMF
Presidente diz que sociedade pode ficar 'tranqüila' já que não tomará medidas para compensar perda do tributo.


BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, em entrevista gravada para as emissoras de rádio e TV, que a sociedade brasileira deve ficar tranqüila, que o governo não tomará medidas para compensar a perda de arrecadação, com o fim da CPMF, que signifiquem retrocesso nas conquistas do governo. "Todo mundo sabe que tenho ojeriza à palavra pacote, porque o Brasil, ao longo de décadas, fez dezenas de pacotes que não deram em nada", afirmou. "Prefiro tomar medidas individuais, cada uma no momento certo, conversando com os interlocutores para que a gente possa acertar", acrescentou.

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BRASIL : O AUMENTO DO DÉFICIT EM CONTA CORRENTE .


O aumento do déficit nas contas correntes (C/C) do balanço de pagamentos, de US$ 42 milhões em outubro para US$ 1,3 bilhão em novembro, foi a grande surpresa na divulgação, ontem, das contas externas.

Até agora, previa-se que o déficit nessa conta correria por conta da queda do superávit comercial - o próprio Banco Central estimando que este cairá de US$ 39 bilhões para US$ 30 bilhões. Todavia o resultado de novembro mostra que o déficit das C/C foi provocado essencialmente pelo déficit nos serviços e rendas (US$ 3,6 bilhões).Isso é importante, pois, mesmo que o superávit comercial fique em US$ 30 bilhões - uma projeção otimista -, parece difícil que os serviços e a renda apresentem uma redução em 2008 (passando de US$ 40,6 bilhões para US$ 37,7 bilhões), dado o aumento dos investimentos estrangeiros diretos e a manutenção de uma atividade sólida no próximo ano...

Isso só poderia mudar com um aumento das receitas de lucros e dividendos, em função do aumento dos investimentos brasileiros no exterior e dos juros recebidos sobre as reservas internacionais do Banco Central. É interessante notar que, em novembro, os investimentos brasileiros no exterior (incluindo empréstimos intercompanhias) somaram US$ 2,439 bilhões, ante US$ 2,530 bilhões de investimentos estrangeiros no Brasil. Paralelamente, as receitas com juros das reservas internacionais somaram, nos 11 primeiros meses, US$ 5,684 bilhões, remuneração equivalente a 3,2% das reservas em novembro, que aumentaram US$ 91,2 bilhões neste ano. Se houver redução da taxa de juros nos Estados Unidos, essas receitas poderão diminuir.Um aumento do déficit nas C/C , na situação atual, não tem nada de dramático, embora possa levar os credores estrangeiros a se mostrarem mais exigentes nos seus empréstimos ao Brasil (o que elevaria a conta de juros pagos). De fato, em novembro o déficit em C/C, de US$ 1,344 bilhão, não impediu que o balanço de pagamentos ainda apresentasse superávit de US$ 6,395 bilhões, graças aos investimentos estrangeiros e aos empréstimos do exterior. É importante para o Brasil que os investimentos estrangeiros e os empréstimos continuem crescendo, o que dependerá da seriedade do governo na administração das finanças públicas. Correção - Na edição de ontem houve um lapso quando dissemos que o consumo familiar deveria crescer 62%. O correto é 6,2%.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

DÚVIDAS ACERCA DA ECONOMIA EM 2008 .


Neste final de ano, multiplicam-se as previsões, de um modo geral otimistas, para a economia em 2008, embora marcadas por um certo recuo em relação às de algumas semanas atrás. No entanto, alguns economistas acham necessário jogar um pouco de água fria no otimismo.Três dúvidas surgidas nas últimas semanas levam à adoção de maior cautela: sobre uma possível crise nos EUA; sobre o que fará o governo diante da não prorrogação da CPMF; e sobre a tendência de a conta de transações correntes do balanço de pagamentos voltar a apresentar déficit.O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga é o que se mostra mais pessimista, calculando que o PIB deverá crescer apenas 3% em 2008, enquanto a Confederação Nacional da Indústria(CNI) projeta aumento de 5%.A raiz do pessimismo de Fraga é a possibilidade - de 50% - de que a economia norte-americana entre em recessão no próximo ano, previsão que ele compartilha com a do ex-presidente do Federal Reserve Alan Greenspan. Em entrevista ao jornal Valor, lembrava ele que o consumo da economia dos EUA é cerca de dez vezes maior do que o da chinesa, e que seria ilusão pensar que a demanda chinesa possa compensar a queda da demanda norte-americana, ainda mais levando em conta que o governo de Pequim está adotando medidas com vista a reduzir a demanda.Se é real que a exportação representa um papel modesto na formação do PIB brasileiro, devem ser levados em conta outros fatores que possam conter o crescimento. A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) prevê um crescimento de apenas 6% para as exportações, sendo de 15,7% para os produtos básicos e de apenas 1,5% para produtos industrializados, enquanto as importações aumentariam 15%, apesar de uma taxa cambial de R$ 2 por dólar. Isso deve traduzir-se num déficit em transações correntes que, enquanto for controlado, não deve preocupar, mas que está em vias de um processo de expansão.A CNI estima que o consumo das famílias deverá crescer 62% e a Febraban conta com um aumento de 20% do crédito. Isso vai depender da vontade do Banco Central, de favorecer esse crescimento sem mexer na taxa Selic, e da evolução da inadimplência, que, por sua vez, depende da estabilidade dos preços e do aumento do emprego.Nesse quadro a responsabilidade do governo será grande sabendo manter a saúde das finanças públicas sem a CPMF.

GUERRA MORTÍFERA .


TRINTA E UM JORNALISTAS FORAM MORTOS NO IRAQUE NO DECORRER DE 2007.


Só em 2007 foram mortos 64 jornalistas, o valor mais elevado dos últimos 13 anos. É a conclusão do relatório do Comité de Protecção dos Jornalistas (CPJ), publicado ontem em Nova Iorque. E o Iraque lidera, pelo quinto ano consecutivo, a lista dos países com mais mortes.
Desde 2003, contam-se 124 jornalistas mortos. Bombistas suicidas, homens armados e actividade militar dos EUA foram as causas, de acordo com o relatório, da morte de 31 jornalistas em 2007. Apenas um não era iraquiano e nove trabalhavam para meios de comunicação internacionais. Como Salih Saif Aldin, jornalista do Washington Post, que morreu em Bagdad alvejado na cabeça.
"A violência no Iraque faz sombra ao ambiente cada vez mais deteriorado para os media na Somália", disse o director do CPJ, Joel Simon, sobre o país africano que surge em segundo lugar, com sete jornalistas mortos.

Já no Paquistão e no Sri Lanka morreram cinco jornalistas. Muhammad Arif, da televisão ARY One World, foi uma das 139 vítimas das explosões ocorridas durante a recepção à primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto. Na Birmânia, ficou conhecido o caso do fotógrafo japonês Kenji Nagai, morto durante as manifestações dos monges budistas em Rangum.
Na América Central e Latina, as mortes devem-se sobretudo às ligações entre traficantes de droga, polícia e forças governamentais. No México, três jornalistas estão desaparecidos e no Peru um comentador de rádio, Miguel Pérez, foi morto à porta de casa. Há boas notícias: a Colômbia destaca-se por, pela primeira vez em 15 anos, não ter sido morto nenhum jornalista. Assim como as Filipinas, que é considerado um dos países onde morrem mais jornalistas.
O relatório disponibiliza as listas dos jornalistas mortos em trabalho, destacando as causas confirmadas. O estudo aponta para que sete em cada dez jornalistas da lista tenham sido assassinados, situação agravada perante a impunidade destes crimes."Homicídios sem resolução espalham o medo e a autocensura, incapacitando o trabalho dos media", alerta Joel Simon, num comunicado ontem divulgado.


Raquel Albuquerque/Público


FELIZ ANIVERSÁRIO

CONCEIÇÃO - SALVÉ 14/12/2007 !
FELIZ ANIVERSÁRIO E QUE A DATA SE REPITA POR MUITOS ANOS !!!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

ANGOLA : DATA DAS ELEIÇÕES DEPENDENTE CNE .


O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, disse hoje em Luanda que a data das eleições legislativas vai ser marcada depois de receber o relatório da Comissão Nacional Eleitoral (CNE).


O Presidente da República "convocará as eleições e fixará a data para a sua realização logo que receba, nos termos da lei, o relatório da Comissão Nacional Eleitoral", sublinhou José Eduardo dos Santos.O chefe de Estado aguarda que a CNE confirme a realização do registo eleitoral, "em conformidade com as normas legais e garanta que está em condições de organizar a votação no período de Maio a Setembro de 2008".O Presidente de Angola discursava na abertura dos trabalhos da XXV reunião do Conselho da República.José Eduardo dos Santos pediu a opinião dos seus conselheiros sobre o período recomendado para a actualização do registo eleitoral, tarefa que considerou um "elemento importante" para determinar a data das eleições..
Segundo o chefe de Estado, "o governo cumpriu praticamente o seu papel essencial no processo eleitoral", cabendo agora à Comissão Nacional Eleitoral "conduzir os seus serviços e quadros para a concretização das tarefas que ainda restam".A definição dos locais onde os eleitores vão votar, organizar as mesas de voto, produzir os boletins de voto e as urnas para a sua arrecadação são os elementos ainda em falta.Apontou outras acções como a organização do transporte das urnas e o escrutínio, o sistema de segurança e de apoio logístico ao processo de votação."Trata-se de uma operação complexa e muito grande", salientou. "O governo, através da comissão para o processo eleitoral que acumulou uma grande experiência para a realização do registo eleitoral, por um lado, e as Forças Armadas Angolanas, por outro lado, estão disponíveis a apoiar a Comissão Nacional Eleitoral no que for necessário", frisou.Anunciou ainda que o registo eleitoral será actualizado no primeiro trimestre do próximo ano pela Comissão Nacional Eleitoral.Durante o encontro, o ministro da Administração do Território interino apresentará aos membros do Conselho da República o projecto do relatório final sobre o registo eleitoral e um estudo sobre as eleições autárquicas.
RTP/LUSA